Intubação Orotraqueal ( “tardia” x “precoce” em pacientes graves com COVID-19: temos uma resposta?

O artigo de publicado no Critical Care em 2021 levanta uma das principais dúvidas na atualidade: ainda há espaço para a Intubação Orotraqueal (IOT) precoce em pacientes com COVID-19 em Insuficiência Respiratória Aguda (IRpA)?

O estudo é uma revisão e metanálise de estudos não randomizados e leva em conta o ponto de corte para diferenciar “tardia” de “precoce” o período de 24 horas de admissão à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que contempla 8944 pacientes de um total de 12 estudos.

O presente estudo não evidenciou impacto na mortalidade por todas as causas, duração da Ventilação Mecânica (VM), estadia em leito de UTI bem como necessidade de terapia de substituição renal a depender do momento da IOT, mesmo após a realização de uma análise de sensibilidade comparando a utilização prévia de dispositivos não invasivos, tais como a Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF) e a Ventilação Mecânica Não Invasiva (VNI).

Uma ressalva ao estudo em questão é que não devemos utilizar o “timing” da IOT como única variável. Afinal de contas, o espectro clínico de gravidade dos pacientes é extremamente heterogêneo e tal decisão deve mais do que nunca ser individualizada.

Papoutsi E, Giannakoulis VG, Xourgia E, Routsi C, Kotanidou A, Siempos II. Effect of timing of intubation on clinical outcomes of critically ill patients with COVID-19: a systematic review and meta-analysis of non-randomized cohort studies. Crit Care. 2021 Mar 25;25(1):121. doi: 10.1186/s13054-021-03540-6. PMID: 33766109; PMCID: PMC7993905.

 

https://ccforum.biomedcentral.com/track/pdf/10.1186/s13054-021-03540-6.pdf

 

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