Mitos e verdades sobre a Covid-19: veja se você está bem informado.

 
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O Covid-19 foi fabricado em laboratório

Ilustração: Fundação Oswaldo Cruz
Correto! Errado!

As melhores evidências existentes até o momento apontam para a origem do vírus a partir de coronavírus que circulam em animais. Estudos encontraram grande similaridade entre os genomas do sars-cov-2 detectado em humanos e de coronavírus encontrados em pangolins (espécie de mamífero existente em regiões de Ásia e África) e morcegos. Dessa forma, o mais provável é que o vírus circulava inicialmente entre esses animais, mas mutações ao acaso foram ocorrendo até que fosse possível um salto de espécies, ou seja, o vírus passar a circular entre humanos.

Quem pegou o novo coronavírus já está imunizado contra a doença

Ilustração: Fundação Oswaldo Cruz
Correto! Errado!

Embora exista alguma proteção contra reinfecção nos primeiros meses, a tendência é que essa proteção vá diminuindo ao longo do tempo, de modo que após alguns meses da infecção o risco de reinfecção é maior. Com a disseminação de novas variantes mais transmissíveis é possível que as reinfecções sejam mais frequentes do que antes.

As vacinas em uso contra a Covid-19 são seguras

Ilustração: Fundação Oswaldo Cruz
Correto! Errado!

As vacinas que obtiveram aprovação para serem utilizadas em larga escala na população passaram por diversos tipos de testes e estudos com muitos voluntários. Nessas análises os eventos adversos relatados foram, em sua grande maioria, reações leves, como dor no local da aplicação, dor de cabeça, mal estar, geralmente de curta duração, melhorando espontaneamente em um ou dois dias. Não há relato de óbitos relacionados às vacinas. Sendo assim, os benefícios da vacinação são imensamente superiores a qualquer risco relacionado a elas. As vacinas são seguras e devem ser utilizadas pelo maior número possível de pessoas.

As vacinas alteram o DNA humano.

Ilustração: Fundação Oswaldo Cruz
Correto! Errado!

As vacinas não são capazes de alterar o material genético humano. As vacinas que utilizam tecnologias envolvendo o RNA mensageiro simplesmente carregam uma “receita” para que nossas células produzam proteínas que farão com que nosso sistema imunológico produza anticorpos contra o vírus.

Animais domésticos podem transmitir o novo coronavírus

Ilustração: Fundação Oswaldo Cruz
Correto! Errado!

Apesar de existirem relatos de animais nos quais o vírus Sars-Cov-2 foi detectado, não há qualquer evidência de que esses animais possam transmitir o vírus.

Não existem medicações para o tratamento da Covid-19 em sua fase inicial

Ilustração: Fundação Oswaldo Cruz
Correto! Errado!

Até o momento nenhuma medicação se mostrou capaz de alterar a evolução da doença quando administrada em sua fase inicial. Muitas drogas foram (e continuam sendo) estudadas para encontrar uma opção terapêutica eficaz, mas todos os estudos capazes de oferecer essa resposta indicam que ainda não há nenhuma medicação para o tratamento inicial da doença.

A pessoa pode transmitir o coronavírus mesmo sem apresentar sintoma

Ilustração: Fundação Oswaldo Cruz
Correto! Errado!

Quando se trata de uma infecção sintomática, ou seja, a partir de algum momento a pessoa infectada irá apresentar sintomas, o período de transmissibilidade se inicia antes do início dos sintomas (geralmente 48 horas antes) e pode se estender até 10 ou 20 dias após, a depender da gravidade da doença. Vale ressaltar que há pessoas que são infectadas, mas não apresentam sintomas em nenhum momento. Essas pessoas também podem transmitir o vírus. Sendo assim, fica clara a importância de adotar as medidas de prevenção de maneira universal, pois todas as pessoas com quem temos contato podem estar infectadas sem saber.

Antibióticos são eficazes na prevenção ou tratamento da Covid-19

Ilustração: Fundação Oswaldo Cruz
Correto! Errado!

Os antibióticos são utilizados para o tratamento ou prevenção de infecções bacterianas. Não há nenhum benefício em se utilizar antibióticos para tratamento de infecções virais. Assim como para qualquer outra substância, há risco de eventos adversos, além, é claro, de contribuir para a seleção de bactérias resistentes aos antibióticos.