Controvérsias em traqueostomia nos pacientes com COVID-19

O artigo de publicado no Respiratory Care em novembro de 2020 levanta alguns questionamentos acerca da traqueostomia em pacientes em Ventilação Mecânica (VM) pela COVID-19.

Existe uma concordância universal que a traqueostomia em pacientes com COVID-19 está associada a um risco aumentado de transmissão viral. O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) bem como o manejo desses pacientes em ambiente de pressão negativa se disponível é essencial para o cuidado da equipe.

A traqueostomia de emergência para condições ameaçadoras à vida deve ser realizada, entretanto alguns ajustes podem ser feitos tais como incisão durante uma apneia bem como o uso de bloqueador neuromuscular durante o procedimento. Entretanto as principais controvérsias são quanto ao tempo ideal, local e técnica para traqueostomias eletivas. A maioria dos estudos recomenda que o procedimento seja realizado entre 2 e 3 semanas após a Intubação Orotraqueal (IOT). Quanto ao ambiente a ser realizada, os dados na literatura são escassos. Acredita-se ser segura a realização do procedimento em leito de terapia intensiva ou em centro cirúrgico, com a técnica de preferência do cirurgião.

Vale lembrar que a decisão é complexa e deve ser tomada em discussão multidisciplinar, preferencialmente.

Chiang SS, Aboutanos MB, Jawa RS, Kaul SK, Houng AP, Dicker RA, Guo WA. Controversies in Tracheostomy for Patients With COVID-19: The When, Where, and How. Respir Care. 2020 Nov;65(11):1767-1772. doi: 10.4187/respcare.08100. Epub 2020 Sep 1. PMID: 32873749.

 

http://rc.rcjournal.com/content/65/11/1767/tab-pdf

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